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Inadimplência das empresas é a maior desde 2001

A forte volatilidade dos mercados, provocada pela crise financeira internacional, atingiu, sensivelmente, as finanças das empresas brasileiras em 2009. Como resultado, a inadimplência das pessoas jurídicas cresceu 18,8% no ano passado, quando comparado com 2008. Foi o maior percentual de crescimento desde 2001, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas.

Crescimento da inadimplência das empresas

nielsen-tab-03072009
ANO % CRESCIMENTO
INADIMPLÊNCIA
2001
29,2
2002
2,1
2003
10,2
2004
-19,4
2005
14,2
2006
5,4
2007
1,5
2008
4,8
2009
18,8

Fonte: Serasa Experian

A aversão ao risco, diante de um cenário de incertezas, determinou uma liquidez reduzida aos negócios, em razão da menor oferta de crédito e da falta de opção de financiamento no mercado, apontam os economistas da Serasa Experian. Neste contexto, as empresas tiveram que empreender ajustes internos, tal como o enxugamento da folha de pagamento e o adiamento dos investimentos, que são demandantes de recursos de terceiros.

As exportadoras, por sua vez, foram as que mais sofreram com a crise. A recessão e baixo crescimento das principais economias globais, juntamente com a valorização do real, afetaram diretamente seus negócios.

Opostamente à rápida recuperação do crédito ao consumidor em 2009, a oferta de recursos às empresas terminou o ano com evolução gradual. Para 2010, a perspectiva dos economistas da Serasa Experian é que o crédito às empresas cresça num ritmo mais acentuado do que o do consumidor, com inadimplência em queda por todo o 1º semestre.

Em 2009, o ranking de representatividade da inadimplência das empresas foi liderado pelos títulos protestados, com 41,5% de participação no indicador. Em 2008, tal percentual foi de 41,7%.

Em seguida estão os cheques sem fundos, que em 2009 representaram 38,6% da inadimplência das pessoas jurídicas. Em 2008, esta participação foi de 39,1%.

Fecham o ranking as dívidas com bancos, com 19,9% de representação em 2009, acima dos 19,2% verificados ao longo de 2008.

Valor médio das dívidas - Em 2009, as dívidas com bancos tiveram um valor médio de R$ 4.569,30, o que resultou em 3,9% de elevação, ante 2008.

Os cheques sem fundos, por sua vez, tiveram em 2009 um valor médio de R$ 1.736,13, com 9,4% de crescimento, quando comparado com 2008.

Por fim, os títulos protestados tiveram, em 2009, um valor médio de R$ 1.679,83, resultando em 26,2% de aumento, comparando-se com 2008.
Metodologia - O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O indicador considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com instituições financeiras.


Fonte: Serasa Experian
Data: 29/01/2010
 

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